INTRODUÇÃO : ANALISE SOCIAL,SOCIOLOGIA
A divisão da historia em períodos é importante para que se possa compreender o contexto dos acontecimentos históricos, separar e estudar a principio o momento e a partir daí analisar o todo. Não se poderia, por exemplo, falar das cruzadas sem analisar o período que a antecedeu, de modo a compreender sua origem. A historia necessita então de ser estudada em partes primeiro o fato, o contexto, e quando possível o período que se sucede a ela. Vamos entender essa necessidade pelo pensamento: por que separamos dias, semanas, meses, anos, décadas e séculos? Fazemos isso para ‘marcar’ o ocorrido, temos datas comemorativas que marcam fatos acorridos anteriormente. Logo temos ‘marcos históricos’, que marcam períodos, resoluções, crises, conflitos político/religiosos e guerras. Sabemos a data de determinado acontecimento, logo podemos estudar o que lhe antecedeu e compreender o que o causou.
Desde os primórdios das relações sociais humanas foi percebida a necessidade de liderança para que os grupos conseguissem se organizar. Mesmo em tribos primarias, com o homem ainda em evolução, já havia certa organização, isto é, tinham um líder, geralmente o individuo mais forte, que propriamente impunha sua posição pela força. Havia separações entre os individuas, seja na caça, na pesca ou na proteção do território. A organização era primitiva, mas inegável.
Havendo um líder, logo haveria uma separação de classes, castas e privilégios. Conforme a evolução era acompanhada, percebia-se que os lideres sempre conservação seus privilégios, e as classes se formavam. O líder agora dividia seus privilégios com a família, logo surgiriam famílias nobres. A religião também ganhou sua parte no poder. Ao mesmo tempo em que estava ao lado dos nobres, tinham seus conflitos por poder. A mulher era submissa ao lar. E o homem exercia os trabalhos mais árduos para sustentar o poder dos nobres. Havia então uma minoria que sustentava a maioria, assim temos a classe dominante e a classe dominada.
Na historia podemos identificar os nobres e os vassalos, os patrícios e os plebeus, os senhores feudais e os camponeses. Os camponeses viviam em função de gerar manufaturas, bens de consumo que sempre acabariam por sustentar o poder dos nobres. Com as revoluções burguesas e a destituição do poder feudal, os camponeses passaram a ser submissos a burguesia. As maquinas foram tomando espaço, os camponeses agora eram empregados, vendiam seu trabalho por uma quantidade determinada de dinheiro, e não participavam do lucro. Era o sistema capitalista em evidencia. Essa classe de camponeses formou o chamado proletariado, eram subordinados aos patrões, que detinham poder sobre os meios de produção. Nesse sentido de salário base, onde o individuo não participa do lucro se percebe a mais-valia. Assim enriquece a minoria, a classe dominante. Nesse sentido foi vital a formação dos sindicatos para lutar pelos direitos do proletariado diante dos patrões. A luta classes é uma constante até hoje, difere de acordo com o contexto, isto é varia em períodos e regiões, mas é inegável. Por exemplo, temos as castas indianas, a sociedade inglesa com seus reis e rainhas e os sistemas presidencialistas, sempre haverá um líder, sempre haverá uma classe que domina e uma que é dominada. Sempre haverá uma classe dita inferior que irá sustentar o poder das nobres.
Para analisar essas relações humanas se edificou a sociologia. Assim as relações já existiam, mas percebeu-se a necessidade de estudá-las. Auguste comte propôs então a sociologia como ciência. Mas a sociologia não nasceu de um dia pro outro, foi se formando moldando com o tempo, somando-se diversas correntes filosóficas diferentes. Podemos citar o positivismo de Comte, a fundamentação analítica de Durkheim, a sociologia compreensiva de Max weber e a dialética de Marx. Fica difícil pensar separadamente nessas correntes, pois nenhuma pode ser considerada errada, apenas apresentam idéias que às vezes se diferem, mas que ao fim se completam.
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