_ A fria mansão _
Andrei e Gregor ficaram morando na fria mansão de Abraam. Era uma mansão muito antiga, tinha grandes quartos frios e sombrios, como se realmente fosse assombrada. Havia algumas dezenas de quartos, todos empoeirados. Nos fundos da casa havia um grande roseiral, quase tão belo quanto o que se podia ver do orfanato.
Eles se amaram em todos os quartos da mansão, brindaram a cada um deles com seus romances poéticos. Tudo estava perfeito, perfeito de demais. Depois de algum tempo Andrei passou a ficar admirando o horizonte por horas e horas. Gregor ficava a seu lado, mas não conseguia entender bem o que estava acontecendo. Gregor olhou dentro dos olhos de Andrei, viu que seus olhos estavam tristes e frios, frios como eram os quartos da mansão. Andrei estava morrendo por ter passado muito tempo em convivência com o perfume de morte de Gregor. Andrei sabia que estava morrendo, mas preferia morrer a deixar Gregor, queria viver até o ultimo momento com Gregor, mas não queria fazê-lo sofrer com sua morte. Gregor estava confuso, ele estava matando o que mais amava. E não podia simplesmente ir embora para que Andrei não mais tivesse de sentir seu perfume de morte. Não podia vê-lo morrer e não podia fazê-lo sofrer, pois o amava mais do que tudo nesse mundo.
E os dias se passavam, e Andrei ia morrendo. E os jovens amantes passavam seus dias no roseiral. Quanto mais Andrei morria, mais o cheiro de morte de Gregor aumentava. Ficaram seus últimos dias abraçados, sem comer e sem beber nada, ficaram apenas abraçados. Andrei beijou Gregor intensamente, beijou com o resto da sua alma. Beijou com todo pecado do mundo. E Andrei morreu nos braços de Gregor.
Gregor chorou sangue sobre o corpo de seu amado. A casa pegou fogo. Todo roseiral secou instantaneamente. Gregor colocou seu crucifixo em Andrei. Tomou-o em seus braços, tomou em seus braços e o levou a um hospital. Andrei estava morto e foi enviado ao necrotério.
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