domingo, 25 de abril de 2010

Cronica de reis
Nas terras de Nabahsiê
Na areia da praia
Está e das historias uma coisa louca. Um amor em cinco partes; poderia  eu um beija flor amar um heremita? Se poderia eu não sei, mas isso é historia de reis. Havia na praia um rei, um heremita. Um sábio que na areia escrevia poesias. E a onda vinha e vinha, apagava e empurrava, e adeus poesia. E de novo ele ia e na areia escrevia , versos feitos para o mar, que o poema engolia. Nas suas costas trazia, nosso rei heremita, uma flor distinta, única, a sui generis. E tal ele dizia , ser sua única companhia e que outra não queria. E o mar quando engolia seus versos-poesia acabava por se apaixonar, quero teu doce encarte feito de carinho e mártir o mar lhe dizia, e ele não respondia, apenas escrevia seus versos-poesias. E os pássaros de metal então surgiram, cantando melodias de vidro quebrado, eles procuravam com seus olhos vermelhos um tesouro inestimável de uma amor perdido ou achado, um fogo eterno, o filho de um rei, um nobre beija-flor que se dizia apaixonado pelo vento, eu. E o nobre heremita que nada dizia gritou quando viu a cena, que frio que calor que medo que amor, quero esse pássaro em minhas poesias. E o heremita gritou, nessa terra sou o rei, então pare a gritaria, que este pássaro é meu, prisioneiro de um rei, ordeno-lhes que vão embora. E os pássaros foram, sem cantar as melodias, pois se ordenara um rei todos o obedeciam. Eu senti um amor sem dimensões, que não se podia medir, no perfume que exalava um rei heremita. A rosa, sui generis, no dorso do sábio rei, fez encantamento para que eu a amasse.  E eu voava ao redor de meu novo rei, e o rei recitava as mais belas poesias, e na areia ele escrevia outras mil para para mim. E nos versos o mar viu, que seu amor fora roubado, então de mim ele riu,  ele era cuuel e pensou esta tudo acabado. Jamais permitiria o mar que assim fosse, que um beija flor lhe roubasse o amor de um rei. E o mar então recuou, recuou e recuou. e então mais e mais perto o heremita escrevia. Então na fúria o mar voltou e engoliu o heremita, quando o mar recuou, tornou o heremita numa estatua de gelo e sal. Pobre rei heremita. O mar furioso ordenou uma tempestade pra matar me matar. A água me cobria as penas e a força me prensava no chão. E eu em dor roguei por meu amor antigo, pedi ajuda ao vento, meu velho amor perdido, prometi-lhe para cada dia dançar-lhe um balé poesia se de volta ele trouxesse o nobre heremita. Então o vento soprou... Soprou... Soprou e pos o mar de volta no seu lugar e pra longe a chuva levou. E o heremita não mais poesias escrevia ficava apenas calado vendo meu doce balé de ventos que para o vento eu  dançava. Certa vez ele viu, nos olhos nos meus olhos, que era a flor que eu amava, a rosa em seu dorso, e mais anda. Então triste ele ficou, pois antes estava cego, mas agora enxergava. Pobre desiludido, até mesmo um rei amava. Então ele perguntou-me se eu o amava, sim, eu respondi, e ele me disse que eumentia, disse que amava apenas a flor em seu dorso, mas eu negava. Então o heremita foi para beira do mar, riscou segredos na areia e deixou o mar levar. O heremita chamou o mar e na beira da praia lhe confessou um amor, um falso amor, presenteou-lhe com uma rosa, a rosa em seu dorso. Tão nobre o mar se sentiu, com uma rosa de reis, tão apaixonado ficou que fez juras e amor. Então o mar se abriu e o heremita engoliu. E eu apenas assiti muito espantando, meu verdadeiro amor ser levado, a rosa, o perfume perfeito, a sui generis. Então fiquei louco e não mais pra vento jurei aquele meu falso amor. Então o vento em fúria lançou para longe me levou.
“leva e traz leva e traz, e o vento desfaz as poesias na areia da praia”

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